sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A verdade que me consome, tem o seu nome.


"Dominamos por necessidade as nossas paixões em nosso peito", Homero, Ilíada, XVIII, 113.

É verdade, não canso de repetir todos os dias pra mim. Parece absurdo, parece até doentia essa necessidade que o meu peito não afaga, de falar com você, de ver você, de sentir. Você chegou de mansinho, com charme, com gentileza e bom-humor. Chamou minha atenção, confesso. E eu sei que é sempre assim, não foi só a minha.

Por medo de me machucar, de cara, já neguei qualquer interesse. Fechei todas as brechas da segunda intenção, e forcei para deixar claro que é só amizade. Sempre assim. Afirmava a você, mas no fundo sempre foi pra mim. E eu sabia, no fundo eu sempre soube, e sei o que sinto. É mais fácil quando se esconde. Não é covardia. Se optar por não encarar um sofrimento desnecessário for covardia.. ainda não me declaro covarde. Tive motivos, provas suas de canalhice. Da mesma forma que você me conquista cada dia, me decepciona. É mais do que proporcional. Por isso, a melhor coisa que fiz por mim, foi fugir. Fugir por medo de amar e me ferir em uma fase tão complicada. Seria desnecessário.

Você sabe que me interessa. De alguma forma, sabe. O que vivemos, o que construímos é amizade. Confiança, respeito, sinceridade, isso existe entre nós! Admiro você pela determinação, pela tranqüilidade, pela perseverança, pela lealdade, pela dedicação as coisas que o interessa, pelo cavalheirismo, pela inteligência, pelo humor irônico, pelo carinho. Me interesso. Me faz bem. Nunca havia encontrado alguém por quem realmente tivesse motivos pra me interessar assim. Mais macho do que eu, rs

A verdade é que não é o momento pra nós dois. Temos objetivos e sonhos diferentes agora, e estamos lutando pra conquistá-los. O sentimento fica em segundo plano. Talvez no futuro, quem sabe. Espero que o tempo me ajude a sossegar essa saudade que sinto um pouquinho a cada dia de você. Não do beijo, porque não lembro. E até fiquei com raiva de mim por não lembrar. Mas da cumplicidade, da parceria. A gente se compreende, e isso vai permanecer. O medo de amar que uma vez você me disse, eu tenho. E você sabe. Por isso, não o culpo por não demonstrar algo agora, já que faço o mesmo. Nós dois temos atitudes, muitas vezes, contrárias a nós. Mas o carinho.. é diferente!

Para esquecer do resto e pensar só na amizade, pra quem quiser, ainda tenho uma dica: pensar todos os dias nos motivos que fazem negar o sentimento. E no final de todos eles, eu sempre me machucaria. Gosto demais de mim pra fazer isso. Mesmo com tantos outros motivos pra gostar de você.